domingo, 30 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Um leitor do Expresso
arlos-carlos (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), ontem às 23:11
Às vezes a Lei é pouco 'legal'!
Quando as provas são claras, porque carga de água os colegas encobrem um assassino?
Os próprio colegas alemães, também deveriam ser julgados por conivência com um criminoso.
Não entendo que o próprio Ministério Público da Alemanha, não seja acusador desse violador e assassino, e até dos colegas que o encobriram.
Ler mais: aqui.
Às vezes a Lei é pouco 'legal'!
Quando as provas são claras, porque carga de água os colegas encobrem um assassino?
Os próprio colegas alemães, também deveriam ser julgados por conivência com um criminoso.
Não entendo que o próprio Ministério Público da Alemanha, não seja acusador desse violador e assassino, e até dos colegas que o encobriram.
Ler mais: aqui.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Ridículo
A propósito da aula de hoje, lembrei-me deste pequeno vídeo da campanha eleitoral de um partido da extrema-direita holandesa (que, pelo que sei, está a ganhar cada vez mais adeptos). O vídeo não é uma paródia. Mas parece.
domingo, 16 de outubro de 2011
COMENTÁRIO
Na minha opinião, existe uma falha rítmica no post "Perdão?".
A primeira utilização da 3ª pessoa do Presente do Indicativo, do verbo ser (" 'é' a que nos obriga... ") é desnecessária.
Peço desculpa pela atenção, mas penso que é uma rectificação que vai ao encontro daquilo que aprendemos nas aulas de Expressão e Argumentação.
A primeira utilização da 3ª pessoa do Presente do Indicativo, do verbo ser (" 'é' a que nos obriga... ") é desnecessária.
Peço desculpa pela atenção, mas penso que é uma rectificação que vai ao encontro daquilo que aprendemos nas aulas de Expressão e Argumentação.
Perdão?
"A verdadeira caverna, aquela que nos proíbe a ligação com a realidade, é a que nos obriga a viver no meio das sombras, é, para mim, a linguagem."
Oswald Ducrot: argumentação retórica e argumentação linguística
Leitura obrigatória. Podem ler o texto integral aqui.
Citação e abuso
Carla Quevedo
Dor de Cabeça: Arrogância pimba
A coreógrafa belga Anne Teresa de Keersmaeker acusou Beyoncé de plagiar duas coreografias suas, Rosas Danst Rosas, de 1983, e Achterland, de 1990, no mais recente vídeo do tema Countdown. A cantora admitiu o uso das ideias alheias, explicando que se tinha baseado em várias referências dos anos 60, como Andy Warhol, Twiggy ou Audrey Hepburn, em Funny Face, para compor o vídeo. Ficou por explicar a utilização de coreografias, cenários e figurinos da década de 80. À acusação de «roubo» de Anne Teresa de Keersmaeker, Beyoncé respondeu que o vídeo atingiu cerca de dois milhões de visualizações no YouTube, o que também representa uma boa publicidade para o trabalho da coreógrafa belga. Não é a primeira vez que Beyoncé «celebra» o trabalho de outras pessoas de uma forma que classificaria de pura pilhagem. Aconteceu primeiro com a coreografia do vídeo Single Ladies, do coreógrafo Bob Fosse, para Sweet Charity. Depois Beyoncé viu Betty Page no YouTube e fez o vídeo do tema Why Don’t You Love Me?. À excepção de Single Ladies, que é um pouco mais respeitoso na cópia, em nenhum dos restantes casos houve ambientes recriados nem tributos prestados. Os passos de dança eram iguais e as cenas foram repetidas sem haver o mínimo pudor na citação sem aspas. Há uma diferença clara entre um gesto de Britney Spears no vídeo de Toxic a homenagear Madonna numa apresentação histórica de Like a Virgin, na Blond Ambition Tour, e a apropriação de Beyoncé de uma cena de Rosas danst Rosas encaixada à força numa salada de referências coloridas, cujo propósito é apenas, como referiu Anne Teresa de Keersmaeker, entreter e seduzir as massas. Mas ainda pior é a resposta de Beyoncé. Apesar de juridicamente cautelosa, a insistência de o tributo beneficiar o desgraçado do tributado é de uma arrogância detestável. Como se a criatividade dos que não criam para as massas e têm necessariamente menos projecção estivesse à mercê das boleias chantagistas das Beyoncés da vida. O descaramento pimba não tem limites.
(Do blogue Bomba Inteligente)
Dor de Cabeça: Arrogância pimba
A coreógrafa belga Anne Teresa de Keersmaeker acusou Beyoncé de plagiar duas coreografias suas, Rosas Danst Rosas, de 1983, e Achterland, de 1990, no mais recente vídeo do tema Countdown. A cantora admitiu o uso das ideias alheias, explicando que se tinha baseado em várias referências dos anos 60, como Andy Warhol, Twiggy ou Audrey Hepburn, em Funny Face, para compor o vídeo. Ficou por explicar a utilização de coreografias, cenários e figurinos da década de 80. À acusação de «roubo» de Anne Teresa de Keersmaeker, Beyoncé respondeu que o vídeo atingiu cerca de dois milhões de visualizações no YouTube, o que também representa uma boa publicidade para o trabalho da coreógrafa belga. Não é a primeira vez que Beyoncé «celebra» o trabalho de outras pessoas de uma forma que classificaria de pura pilhagem. Aconteceu primeiro com a coreografia do vídeo Single Ladies, do coreógrafo Bob Fosse, para Sweet Charity. Depois Beyoncé viu Betty Page no YouTube e fez o vídeo do tema Why Don’t You Love Me?. À excepção de Single Ladies, que é um pouco mais respeitoso na cópia, em nenhum dos restantes casos houve ambientes recriados nem tributos prestados. Os passos de dança eram iguais e as cenas foram repetidas sem haver o mínimo pudor na citação sem aspas. Há uma diferença clara entre um gesto de Britney Spears no vídeo de Toxic a homenagear Madonna numa apresentação histórica de Like a Virgin, na Blond Ambition Tour, e a apropriação de Beyoncé de uma cena de Rosas danst Rosas encaixada à força numa salada de referências coloridas, cujo propósito é apenas, como referiu Anne Teresa de Keersmaeker, entreter e seduzir as massas. Mas ainda pior é a resposta de Beyoncé. Apesar de juridicamente cautelosa, a insistência de o tributo beneficiar o desgraçado do tributado é de uma arrogância detestável. Como se a criatividade dos que não criam para as massas e têm necessariamente menos projecção estivesse à mercê das boleias chantagistas das Beyoncés da vida. O descaramento pimba não tem limites.
(Do blogue Bomba Inteligente)
sábado, 15 de outubro de 2011
Exercício de fim de semana (15/10)
Economia para colorir
2011-10-10
MANUEL ANTÓNIO PINA
ninguém parece gostar do ministro álvaro e já se popularizou à esquerda e à direita o radical desporto do tiro ao álvaro
eu gosto do ministro álvaro não por ter anunciado numa das suas raras aparições um misterioso também gosto de mistérios "programa de empreendedorismo e inovação" o que quer que isso seja e há-de ser coisa em grande a crer no seu "romance inovador" com grafismo explicativo e letra em corpos variados e a cores gosto do ministro álvaro porque é uma personagem de um livro de lewis carroll que lewis carroll nunca escreveu e que com os mesmos argumentos com que antes de ser ministro criticava coisas como o tgv defende no governo coisas como o tgv usando apenas o truque gráfico "inovador" de substituir as maiúsculas por minúsculas para transformar o diabólico tgv num amigável comboio de "alta prestação"
os contribuintes não irão assim pagar um elefante branco mas um elefante cor-de-rosa o que se pouca diferença faz em termos de custos sempre colorirá não só a paisagem entre caia e poceirão mas também as contas da brisa e da soares da costa
aguarda-se agora que o ministro revele as cores eu aposto malevolamente no azul a mais imaterial das cores símbolo de irrealidade e de "rêverie" com que pintará o aeroporto de beja que iria ter segundo "estudos" 178 mil passageiros em 2009 e 18 milhões em 2020 e teve este ano entre maio e julho exactamente 164
Sugiro ao aluno que faça o exercício. Depois pode cotejar com o texto original aqui.
2011-10-10
MANUEL ANTÓNIO PINA
ninguém parece gostar do ministro álvaro e já se popularizou à esquerda e à direita o radical desporto do tiro ao álvaro
eu gosto do ministro álvaro não por ter anunciado numa das suas raras aparições um misterioso também gosto de mistérios "programa de empreendedorismo e inovação" o que quer que isso seja e há-de ser coisa em grande a crer no seu "romance inovador" com grafismo explicativo e letra em corpos variados e a cores gosto do ministro álvaro porque é uma personagem de um livro de lewis carroll que lewis carroll nunca escreveu e que com os mesmos argumentos com que antes de ser ministro criticava coisas como o tgv defende no governo coisas como o tgv usando apenas o truque gráfico "inovador" de substituir as maiúsculas por minúsculas para transformar o diabólico tgv num amigável comboio de "alta prestação"
os contribuintes não irão assim pagar um elefante branco mas um elefante cor-de-rosa o que se pouca diferença faz em termos de custos sempre colorirá não só a paisagem entre caia e poceirão mas também as contas da brisa e da soares da costa
aguarda-se agora que o ministro revele as cores eu aposto malevolamente no azul a mais imaterial das cores símbolo de irrealidade e de "rêverie" com que pintará o aeroporto de beja que iria ter segundo "estudos" 178 mil passageiros em 2009 e 18 milhões em 2020 e teve este ano entre maio e julho exactamente 164
Sugiro ao aluno que faça o exercício. Depois pode cotejar com o texto original aqui.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Sobre a expressão
"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão.
Que cada um tente fazê-lo. Verificará que é muito mais difícil do que se costuma pensar. Porque para os homens, infelizmente, as palavras são de um modo geral toscos substitutos. Na maior parte das vezes o homem pensa ou sabe melhor do que aquilo que exprime."
Johann Wolfgang von Goethe, in 'Máximas e Reflexões'
domingo, 9 de outubro de 2011
Daniel Sampaio sobre os Prémios a Alunos
"As minhas reservas ao tipo de prémio não põem em causa, todavia, a justiça de premiar os melhores. Tenho criticado a educação indulgente e permissiva, que admite a escrita com erros ortográficos, ou aceita que se erre nas contas.
(...)
"E, de repente, o Ministério da Educação acabou com os prémios, sem justificação plausível. Foi um erro: em nenhuma situação se devem criar expectativas e depois esquecê-las, mas fazer isso aos jovens é particularmente grave. Com os premiados definidos e as sessões marcadas, veio a resposta oficial: não há prémios! Fui testemunha da desilusão de muitos estudantes e das suas famílias, bem como da zanga de alguns professores. Prometer dar e tirar depois não pode estar certo."
(in Pública 9/10/11)
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
"Ser feminista é querer ser pessoa"? Importa-se de explicar?
É o tema do próximo programa Câmara Clara, de 9 de Outubro, com a poetisa (e professora) Ana Luísa Amaral.
Aula 6: TPC pontuação (para além de ser um texto lindo)
Eu ia dizer uma tolice que era se eu mandasse as escolas abriam hoje a ouvir o discurso de Steve Jobs em 2005 na Universidade de Stanford é para ver como sou velhadas e tenho de pensar duas vezes para me dar conta que ontem os jovens foram ao YouTube ouvir esse discurso inspirador sendo que é melhor ter Jobs em pessoa no meu ecrã em vez de aula obrigatória eu infoexcluído militante desligar e voltar a ligar é o mais longe que vou na resolução dos problemas de computador descubro na vida e obra de Steve Jobs o sentimento raro que já encontrei ouvindo - eu ateu - uma missa de rito caldeu na Basílica de São Pedro fico derreado pela grandeza deste homem embora não lhe entenda os mistérios excepto quando ele me faz o favor de os descobrir aos brilhantes alunos de Stanford ele lembrou que quando andou numa universidade só aproveitou as aulas de caligrafia entendi a importância que ele deu ao infinitamente pequeno disse aos jovens que julgavam ter tempo para desperdiçar vive cada dia como se fosse o último algum dia hás-de acertar como ele acertou em pôr o rato num Macintosh em 1984 e largando o bege de sempre adoptando as cores translúcido nos iMac os nossos computadores atrás são mais bonitos que a frente dos vossos até esse culminar em 2010 ao apresentar uma folha de papel que não era folha de papel mas o iPad Jobs propunha-se mudar o mundo e conseguiu cuidando do pormenor
Depois de fazerem o exercício, podem cotejar o original aqui.
Depois de fazerem o exercício, podem cotejar o original aqui.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Análise do TPC César das Neves
1. Introdução
Um dos fenómenos culturais mais interessantes da actualidade é a atitude de muitos católicos perante a história da sua Igreja. Numerosos fiéis, sem deixarem de ser devotos e dedicados, costumam alinhar com a sociedade num coro de censuras à própria instituição a que pertencem, o que constitui sem dúvida um facto insólito. [A SÉRIO?] Nenhuma comunidade é tão autocriticada quanto a eclesial. [IDEM]
Basta alguém referir as realizações cristãs no mundo para isso suscitar irritação da parte dos adversários da Igreja, o que é normal, mas também de muitas pessoas que fazem questão de se afirmar católicos praticantes, mas incapazes de ouvir esses elogios sem alegar críticas. O cânone da irritação é bem conhecido: Inquisição, Cruzadas, poder temporal do Papado, agora pedofilia, etc. O problema desta atitude não está na verdade do que afirma, que é indiscutível, mas que não se dê conta de como é descabida e injusta.
2. Desenvolvimento
2.1. Comparação
Imagine [NTERPELA O LEITOR]alguém que, ouvindo outrem admirar-se dos extraordinários avanços da Medicina em curas espantosas, discordasse referindo as atrocidades dos antigos cirurgiões-barbeiros e tropelias de curandeiros e charlatães. Ninguém disputa a veracidade desses casos, mas eles são totalmente irrelevantes para a discussão. O facto de se terem cometido múltiplos erros médicos ao longo dos séculos [É O MESMO?], aliás inevitáveis, e ainda hoje muitos abusarem da condição terapêutica, nada tem a ver com a justa admiração pelas ciências da saúde. Suponha que, falando-se do papel decisivo da Alemanha no combate à actual crise europeia, alguém se indignasse pelos horrores cometidos pelos nazis ou cavaleiros teutónicos. Essas barbaridades são indubitáveis, mas invocá-las a este propósito seria justamente considerado preconceito e xenofobia.
Ora essas atitudes, inadmissíveis [PORQUÊ?]na consideração da história de qualquer profissão, ciência, comunidade ou povo, acontecem a cada passo quando se fala da Igreja, sem que ninguém note o evidente despropósito. [EVIDENTE?] Pior que isso, uma avaliação justa e serena de tais críticas mostra-as também sumamente injustas.
2.2. Relativização
A Igreja acumulou ao longo dos séculos inúmeros erros, abusos, conflitos, violências e injustiças. Isso é inaceitável, mas infelizmente comum a todas as instituições humanas. Só que, além disso, ela tem algo que é muito difícil de encontrar nos outros: uma incomparável história de santidade, caridade, fraternidade e heroicidade, [ASSOU DO "MUITO DIFÍCIL" PARA O INCOMPARÁVEL NUM ÁPICE]junto com inúmeras realizações sociais, intelectuais e artísticas, sem par em instituições comparáveis. É impossível enumerar os contributos que a Igreja deu à civilização, educação, saúde, assistência e equilíbrio social, um pouco por todo o lado e em todos os séculos. Além disso gerou efeitos únicos, como a conservação da cultura clássica nos mosteiros, a criação das universidades e de múltiplas formas de arte sacra e profana, inúmeros campos da filosofia, ciência, junto com contributos na economia, diplomacia, progresso social e muito mais. A Igreja é realmente única em termos históricos. [OU SEJA, MELHOR QUE TODOS]
2.3. Contestação
Finalmente, mesmo considerando o cânone da injúria, a realidade mostra-se muito diferente da imagem. A grande maioria das pessoas que enche a boca com a Inquisição, Cruzadas e afins, pouco sabe sobre elas, para lá de vulgarizações distorcidas de autores anticatólicos. A historiografia séria, sem negar as terríveis atrocidades, aliás comuns na época, mostra por exemplo que os tribunais da Inquisição se distinguiam, face aos juízes de então, pela benevolência e absolvição e que o Papado e hierarquia frequentemente procuraram controlar os seus abusos, motivados por interesse de reis. [AH, ENFIM OS VERDADEIROS CULPADOS]As Cruzadas foram, não uma agressão, mas reacção ao expansionismo turco, aplaudida pelos árabes do tempo, oprimidos pelos invasores orientais.
3. Conclusão
O magno ataque dos últimos séculos contra o Cristianismo mudou a face cultural do Ocidente, mas a Igreja sobreviveu e encontrou novas formas de existir e se exprimir. Numa dimensão, no entanto, o ataque foi largamente vitorioso: conseguiu que muitos católicos se envergonhem hoje da gloriosa história da sua fé.
Um dos fenómenos culturais mais interessantes da actualidade é a atitude de muitos católicos perante a história da sua Igreja. Numerosos fiéis, sem deixarem de ser devotos e dedicados, costumam alinhar com a sociedade num coro de censuras à própria instituição a que pertencem, o que constitui sem dúvida um facto insólito. [A SÉRIO?] Nenhuma comunidade é tão autocriticada quanto a eclesial. [IDEM]
Basta alguém referir as realizações cristãs no mundo para isso suscitar irritação da parte dos adversários da Igreja, o que é normal, mas também de muitas pessoas que fazem questão de se afirmar católicos praticantes, mas incapazes de ouvir esses elogios sem alegar críticas. O cânone da irritação é bem conhecido: Inquisição, Cruzadas, poder temporal do Papado, agora pedofilia, etc. O problema desta atitude não está na verdade do que afirma, que é indiscutível, mas que não se dê conta de como é descabida e injusta.
2. Desenvolvimento
2.1. Comparação
Imagine [NTERPELA O LEITOR]alguém que, ouvindo outrem admirar-se dos extraordinários avanços da Medicina em curas espantosas, discordasse referindo as atrocidades dos antigos cirurgiões-barbeiros e tropelias de curandeiros e charlatães. Ninguém disputa a veracidade desses casos, mas eles são totalmente irrelevantes para a discussão. O facto de se terem cometido múltiplos erros médicos ao longo dos séculos [É O MESMO?], aliás inevitáveis, e ainda hoje muitos abusarem da condição terapêutica, nada tem a ver com a justa admiração pelas ciências da saúde. Suponha que, falando-se do papel decisivo da Alemanha no combate à actual crise europeia, alguém se indignasse pelos horrores cometidos pelos nazis ou cavaleiros teutónicos. Essas barbaridades são indubitáveis, mas invocá-las a este propósito seria justamente considerado preconceito e xenofobia.
Ora essas atitudes, inadmissíveis [PORQUÊ?]na consideração da história de qualquer profissão, ciência, comunidade ou povo, acontecem a cada passo quando se fala da Igreja, sem que ninguém note o evidente despropósito. [EVIDENTE?] Pior que isso, uma avaliação justa e serena de tais críticas mostra-as também sumamente injustas.
2.2. Relativização
A Igreja acumulou ao longo dos séculos inúmeros erros, abusos, conflitos, violências e injustiças. Isso é inaceitável, mas infelizmente comum a todas as instituições humanas. Só que, além disso, ela tem algo que é muito difícil de encontrar nos outros: uma incomparável história de santidade, caridade, fraternidade e heroicidade, [ASSOU DO "MUITO DIFÍCIL" PARA O INCOMPARÁVEL NUM ÁPICE]junto com inúmeras realizações sociais, intelectuais e artísticas, sem par em instituições comparáveis. É impossível enumerar os contributos que a Igreja deu à civilização, educação, saúde, assistência e equilíbrio social, um pouco por todo o lado e em todos os séculos. Além disso gerou efeitos únicos, como a conservação da cultura clássica nos mosteiros, a criação das universidades e de múltiplas formas de arte sacra e profana, inúmeros campos da filosofia, ciência, junto com contributos na economia, diplomacia, progresso social e muito mais. A Igreja é realmente única em termos históricos. [OU SEJA, MELHOR QUE TODOS]
2.3. Contestação
Finalmente, mesmo considerando o cânone da injúria, a realidade mostra-se muito diferente da imagem. A grande maioria das pessoas que enche a boca com a Inquisição, Cruzadas e afins, pouco sabe sobre elas, para lá de vulgarizações distorcidas de autores anticatólicos. A historiografia séria, sem negar as terríveis atrocidades, aliás comuns na época, mostra por exemplo que os tribunais da Inquisição se distinguiam, face aos juízes de então, pela benevolência e absolvição e que o Papado e hierarquia frequentemente procuraram controlar os seus abusos, motivados por interesse de reis. [AH, ENFIM OS VERDADEIROS CULPADOS]As Cruzadas foram, não uma agressão, mas reacção ao expansionismo turco, aplaudida pelos árabes do tempo, oprimidos pelos invasores orientais.
3. Conclusão
O magno ataque dos últimos séculos contra o Cristianismo mudou a face cultural do Ocidente, mas a Igreja sobreviveu e encontrou novas formas de existir e se exprimir. Numa dimensão, no entanto, o ataque foi largamente vitorioso: conseguiu que muitos católicos se envergonhem hoje da gloriosa história da sua fé.
A propósito da aula anterior (3ª 4/11) - persuasão e argumentação fundamentada
Though controversy over the HPV vaccine has been called into question, public health officials like Ebell and Lee are standing by factual scientific evidence to refute the questionable accusations.
“As an advocate for public health, the evidence tells me that the benefits are far greater than the costs,” Lee said. “If there’s evidence that there are benefits to the population, I’m not sure I could find a reason not to be an advocate.”
When it comes to political candidates shaping their platforms around public health, Ebell said the American public suffers the consequences of deciphering opinion versus factual evidence.
“I think we need to make decisions about public health based on the best available evidence and not so much on opinion or belief,” Ebell said. “Whenever someone says, ‘Well I believe this,’ or, ‘I believe that,’ you really need to ask, ‘Well, what’s the evidence?’ Hopefully we can let evidence inform those opinions.”
Ler aqui o artigo todo.
“As an advocate for public health, the evidence tells me that the benefits are far greater than the costs,” Lee said. “If there’s evidence that there are benefits to the population, I’m not sure I could find a reason not to be an advocate.”
When it comes to political candidates shaping their platforms around public health, Ebell said the American public suffers the consequences of deciphering opinion versus factual evidence.
“I think we need to make decisions about public health based on the best available evidence and not so much on opinion or belief,” Ebell said. “Whenever someone says, ‘Well I believe this,’ or, ‘I believe that,’ you really need to ask, ‘Well, what’s the evidence?’ Hopefully we can let evidence inform those opinions.”
Ler aqui o artigo todo.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
"VAIS FAZÊ-LA"
" (...)
- Vais fazê-la à minha frente - repetia.
Estas palavras do pai marcaram Lenz durante anos. Vais fazê-la.
Estas palavras do pai marcaram Lenz durante anos. Vais fazê-la.
O acto de fornicar a criadita era reduzido ao mais simples: a um fazer. Vais fazê-la, era a expressão, como se a criadita ainda não estivesse feita, como se fosse ainda uma matéria informe, que esperasse o acto dele, Lenz, para ser acabada. Esta mulher ainda não está feita antes de tu a fazeres, pensou o adolescente Lenz, (...)."
TAVARES, Gonçalo M., Aprender a rezar na Era da Técnica, Lisboa, Caminho, 2007
(pp. 12-13)
Quero, muito brevemente, explicar porque publico este excerto. Acho fantástico que uma expressão que passa sempre ao lado ("Vais fazê-la"), de tão comum e simples que é, seja aqui tão atenciosamente criticada, pensada e ponderada. Para mais, isto pronuncia-se na cabeça de um adolescente, o que introduz à personagem uma ingenuidade que precisa de ser preenchida pela razão, uma busca de lógica.
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