Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa)
Vírgula pode ser uma pausa... ou não:
Não, espere.
Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro:
23,4.
2,34.
Pode ser autoritária:
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
Pode criar heróis:
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
E vilões:
Esse, senhor juiz, é corrupto.
Esse senhor juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução:
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião:
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
Exercício de fim de semana (15/10)
Economia para colorir
2011-10-10
MANUEL ANTÓNIO PINA
ninguém parece gostar do ministro álvaro e já se popularizou à esquerda e à direita o radical desporto do tiro ao álvaro
eu gosto do ministro álvaro não por ter anunciado numa das suas raras aparições um misterioso também gosto de mistérios "programa de empreendedorismo e inovação" o que quer que isso seja e há-de ser coisa em grande a crer no seu "romance inovador" com grafismo explicativo e letra em corpos variados e a cores gosto do ministro álvaro porque é uma personagem de um livro de lewis carroll que lewis carroll nunca escreveu e que com os mesmos argumentos com que antes de ser ministro criticava coisas como o tgv defende no governo coisas como o tgv usando apenas o truque gráfico "inovador" de substituir as maiúsculas por minúsculas para transformar o diabólico tgv num amigável comboio de "alta prestação"
os contribuintes não irão assim pagar um elefante branco mas um elefante cor-de-rosa o que se pouca diferença faz em termos de custos sempre colorirá não só a paisagem entre caia e poceirão mas também as contas da brisa e da soares da costa
aguarda-se agora que o ministro revele as cores eu aposto malevolamente no azul a mais imaterial das cores símbolo de irrealidade e de "rêverie" com que pintará o aeroporto de beja que iria ter segundo "estudos" 178 mil passageiros em 2009 e 18 milhões em 2020 e teve este ano entre maio e julho exactamente 164
Sugiro ao aluno que faça o exercício. Depois pode cotejar com o texto original aqui.
2011-10-10
MANUEL ANTÓNIO PINA
ninguém parece gostar do ministro álvaro e já se popularizou à esquerda e à direita o radical desporto do tiro ao álvaro
eu gosto do ministro álvaro não por ter anunciado numa das suas raras aparições um misterioso também gosto de mistérios "programa de empreendedorismo e inovação" o que quer que isso seja e há-de ser coisa em grande a crer no seu "romance inovador" com grafismo explicativo e letra em corpos variados e a cores gosto do ministro álvaro porque é uma personagem de um livro de lewis carroll que lewis carroll nunca escreveu e que com os mesmos argumentos com que antes de ser ministro criticava coisas como o tgv defende no governo coisas como o tgv usando apenas o truque gráfico "inovador" de substituir as maiúsculas por minúsculas para transformar o diabólico tgv num amigável comboio de "alta prestação"
os contribuintes não irão assim pagar um elefante branco mas um elefante cor-de-rosa o que se pouca diferença faz em termos de custos sempre colorirá não só a paisagem entre caia e poceirão mas também as contas da brisa e da soares da costa
aguarda-se agora que o ministro revele as cores eu aposto malevolamente no azul a mais imaterial das cores símbolo de irrealidade e de "rêverie" com que pintará o aeroporto de beja que iria ter segundo "estudos" 178 mil passageiros em 2009 e 18 milhões em 2020 e teve este ano entre maio e julho exactamente 164
Sugiro ao aluno que faça o exercício. Depois pode cotejar com o texto original aqui.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Exercício corrigido em aula - aula 3 (27/9)
Uma história portuguesa
14.06.2009, Vasco Pulido Valente
Em 5 de Junho de 2009 recebi uma carta de uma empresa chamada Medialivros, S.A., que desconhecia e que, na aparência, também junta a Inapa, a Difel e a Gótica. Numa prosa satisfeita e analfabeta, a carta dizia o seguinte: "Exmo. Sr., Temos o prazer de informar que segundo a cláusula quarta do Contrato de Edição do seu livro "Glória", vamos nesta data enviar-lhe pelo correio, em separado, 10 exemplares da 5ª edição, publicada no passado mês de Outubro. Com os nossos melhores cumprimentos, Maria Alzira Vasconcelos (Secrt. Administração)." Fiquei estupefacto. Por várias razões. Para começar porque, apesar de alguns boatos, não sabia que se fizera (não imaginava quem) uma nova edição de Glória. E, depois, porque de Outubro até Junho ninguém me informou de que isso tinha de facto sucedido. Nem a Medialivros, S.A.
Assinei o contrato de publicação de Glória com a Gótica em 2001. Dessa altura para cá não me prestaram contas de direitos de autor. Ou, evidentemente, me comunicaram que o livro estava esgotado ou quase esgotado. Não me manifestaram também qualquer interesse em o reeditar. A venda da Gótica à Medialivros, S.A. não me foi participada e não me perguntaram, como seria de esperar, se queria manter o contrato com a Gótica numa situação diferente e, para mim, indesejável. Em Outubro, a Medialivros, S.A. não me telefonou ou mandou um mail. Nada. Para a Medialivros, S. A. nunca passei de uma oportunidade de negócio - de uma maneira de aproveitar o fundo da gaveta da Gótica. À minha revelia.
Devo, assim, declarar que não autorizei a reedição de Glória, que nunca reeditaria o livro na sua forma actual e que desaconselho a toda a gente a sua compra. Tanto mais quanto a Medialivros, S.A., sob o seu nome de Gótica, resolveu acrescentar ao título - Glória - um subtítulo grotesco, digno de tablóide, que desvirtua inteiramente a natureza do estudo de história cultural, que na realidade escrevi: "A vida do político, jornalista e criminoso José Cardoso Vieira de Castro." Tencionava rever e corrigir o livro (um dos que, aliás, prefiro). O comportamento da Medialivros, S.A. torna por um longo tempo esse projecto impossível. Não consigo conceber como uma editora trata um autor e uma obra (boa, má ou medíocre) com o desprezo com que a Medialivros, S. A. tratou este caso. Há coisas que não se explicam.
14.06.2009, Vasco Pulido Valente
Em 5 de Junho de 2009 recebi uma carta de uma empresa chamada Medialivros, S.A., que desconhecia e que, na aparência, também junta a Inapa, a Difel e a Gótica. Numa prosa satisfeita e analfabeta, a carta dizia o seguinte: "Exmo. Sr., Temos o prazer de informar que segundo a cláusula quarta do Contrato de Edição do seu livro "Glória", vamos nesta data enviar-lhe pelo correio, em separado, 10 exemplares da 5ª edição, publicada no passado mês de Outubro. Com os nossos melhores cumprimentos, Maria Alzira Vasconcelos (Secrt. Administração)." Fiquei estupefacto. Por várias razões. Para começar porque, apesar de alguns boatos, não sabia que se fizera (não imaginava quem) uma nova edição de Glória. E, depois, porque de Outubro até Junho ninguém me informou de que isso tinha de facto sucedido. Nem a Medialivros, S.A.
Assinei o contrato de publicação de Glória com a Gótica em 2001. Dessa altura para cá não me prestaram contas de direitos de autor. Ou, evidentemente, me comunicaram que o livro estava esgotado ou quase esgotado. Não me manifestaram também qualquer interesse em o reeditar. A venda da Gótica à Medialivros, S.A. não me foi participada e não me perguntaram, como seria de esperar, se queria manter o contrato com a Gótica numa situação diferente e, para mim, indesejável. Em Outubro, a Medialivros, S.A. não me telefonou ou mandou um mail. Nada. Para a Medialivros, S. A. nunca passei de uma oportunidade de negócio - de uma maneira de aproveitar o fundo da gaveta da Gótica. À minha revelia.
Devo, assim, declarar que não autorizei a reedição de Glória, que nunca reeditaria o livro na sua forma actual e que desaconselho a toda a gente a sua compra. Tanto mais quanto a Medialivros, S.A., sob o seu nome de Gótica, resolveu acrescentar ao título - Glória - um subtítulo grotesco, digno de tablóide, que desvirtua inteiramente a natureza do estudo de história cultural, que na realidade escrevi: "A vida do político, jornalista e criminoso José Cardoso Vieira de Castro." Tencionava rever e corrigir o livro (um dos que, aliás, prefiro). O comportamento da Medialivros, S.A. torna por um longo tempo esse projecto impossível. Não consigo conceber como uma editora trata um autor e uma obra (boa, má ou medíocre) com o desprezo com que a Medialivros, S. A. tratou este caso. Há coisas que não se explicam.
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