terça-feira, 15 de novembro de 2011
O Shylock do Tiago Varanda
Nunca teve dúvidas? Nunca olhou de frente a ignorância? Nunca teve curiosidade, nunca quis aprender mais, saber mais, entender melhor? Nunca seguiu como guia aqueles que mais saber partilham, mais distribuem, sem pretensiosismos, sem penas? Nunca caiu em si depois de superar uma barreira à partida intransponível? O professor não erra? O aluno não tem direito a errar? Só erra quem faz. Quando propõe trabalhos, eu não entrego a horas o que pede, da forma que pede, cumprindo o que pede? Se me exige prazos para entrega de trabalhos e horas para entrar nas aulas, eu também lhe exijo que a sua avaliação seja isenta, que seja justa e que atenda ao trabalho que lhe entrego, no prazo por si escolhido. Não procuro eu responder aos seus desafios? Pois o desafio que lhe lanço é que avalie o conteúdo do que faço, da forma como o faço, sem pré-juízos como aqueles que acaba de demonstrar, sem considerações pessoais mal educadas sem respeito algum pelo papel que cada um de nós tem nesta sala de aula: eu aluno, você professor, numa equação onde não cabe a humilhação ou a ofensa. Não somos próximos para lhe permitir o trato pessoal que pretendeu utilizar. Não há outra relação senão a que lhe falei. E essa tem por base o profissionalismo com que desempenha as suas funções e eu as minhas. Se quer seriedade que tal começar por fazer uso dela? Não venho aqui para ser espectador, vim aqui para passar, para saber, para fazer as minhas conquistas. E é assim que vai ser.
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