Aprendi que gosto de distopias. A primeira que li foi o Farenheit 451 e admito que foi um bom começo. A partir dessa obra, o género fascinou-me e incentivei-me a procurar outras.
As distopias, umas melhores outras piores – como todos os géneros –, têm uma particularidade estupenda: o inconformismo. Esta particularidade faz transparecer um pensamento crítico, o pensamento como conceito; um pensar numa sociedade acomodada no não pensar. É completamente intrigante o simples facto de valorizar o pensamento. Passa-nos, muitas vezes, despercebido. É de um imenso valor podermos aprender a pensar e sabermos pensar. Já pensaram nisso?
Para mim, esta é uma qualidade da literatura e a razão principal pela qual eu a aprecio: dá-nos comichões de pensar. Pensamos no teor das frases, no conhecimento injectado em palavras estéticas – em jogos de palavras – , no que a partir disso pensamos: primeiro para compreender na sua totalidade, depois para concordarmos ou contestarmos. E porquê – o tão importante porquê. Se não questionarmos, não aprendemos; repetimos informação. E normalmente mal.
Só para deixar o gostinho, caso a curiosidade de alguém tenha trazido também alguma comichão, além da primeira distopia que mencionei, deixo aqui mais duas (todas elas bem pequenas, para termos tempo para tudo, incluindo pensar sobre o que lemos): The ones who walked away from Omelas, da Ursula K. Le Guin, não encontrei nenhuma tradução em português, mas há em brasileiro com o título Aqueles que se afastaram de Omelas; e The Machine Stops, de E. M. Forster, mais uma vez traduzida para brasileiro com o título A Máquina Pára, de Celso R. Braida. Se conseguirem lê-las na língua original, recomendo (é sempre melhor e nada se perde ou ganha com a tradução), ou então que consigam melhores traduções que aquelas que consegui (a segunda achei uma boa tradução, já a primeira tem falhas um pouco graves). Em todo o caso, a essência está lá, leiam e que isso vos motive a procurar uma melhor tradução. O Farenheit 451 tem uma boa tradução em português na editora Europa-América, mas não vos reduzirei a uma única editora, uma vez que não li outras traduções – não se julga o que não se conhece, não é verdade?
Boas leituras!
As distopias, umas melhores outras piores – como todos os géneros –, têm uma particularidade estupenda: o inconformismo. Esta particularidade faz transparecer um pensamento crítico, o pensamento como conceito; um pensar numa sociedade acomodada no não pensar. É completamente intrigante o simples facto de valorizar o pensamento. Passa-nos, muitas vezes, despercebido. É de um imenso valor podermos aprender a pensar e sabermos pensar. Já pensaram nisso?
Para mim, esta é uma qualidade da literatura e a razão principal pela qual eu a aprecio: dá-nos comichões de pensar. Pensamos no teor das frases, no conhecimento injectado em palavras estéticas – em jogos de palavras – , no que a partir disso pensamos: primeiro para compreender na sua totalidade, depois para concordarmos ou contestarmos. E porquê – o tão importante porquê. Se não questionarmos, não aprendemos; repetimos informação. E normalmente mal.
Só para deixar o gostinho, caso a curiosidade de alguém tenha trazido também alguma comichão, além da primeira distopia que mencionei, deixo aqui mais duas (todas elas bem pequenas, para termos tempo para tudo, incluindo pensar sobre o que lemos): The ones who walked away from Omelas, da Ursula K. Le Guin, não encontrei nenhuma tradução em português, mas há em brasileiro com o título Aqueles que se afastaram de Omelas; e The Machine Stops, de E. M. Forster, mais uma vez traduzida para brasileiro com o título A Máquina Pára, de Celso R. Braida. Se conseguirem lê-las na língua original, recomendo (é sempre melhor e nada se perde ou ganha com a tradução), ou então que consigam melhores traduções que aquelas que consegui (a segunda achei uma boa tradução, já a primeira tem falhas um pouco graves). Em todo o caso, a essência está lá, leiam e que isso vos motive a procurar uma melhor tradução. O Farenheit 451 tem uma boa tradução em português na editora Europa-América, mas não vos reduzirei a uma única editora, uma vez que não li outras traduções – não se julga o que não se conhece, não é verdade?
Boas leituras!
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