sábado, 17 de dezembro de 2011

Feliz Natal :-)

Eduardo Lourenço é o Prémio Pessoa 2011

O filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço foi hoje distinguido com o Prémio Pessoa que desde 1987 premeia figuras com um papel relevante no ano anterior nas áreas da cultura e da ciência.
O anúncio foi feito, como habitualmente, no Palácio de Seteais em Sintra por Francisco Pinto Balsemão, que preside ao júri também constituído por Fernando Faria de Oliveira (Vice-Presidente), António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga e Rui Magalhães Baião.
"Num momento crítico da História e da sociedade portuguesa, torna-se imperioso e urgente prestar reconhecimento ao exemplo de uma personalidade intelectual, cultural, ética e cívica que marcou o século XX português", escreveu o júri em comunicado sobre a escolha de Eduardo Lourenço, homenageando "a generosidade e a modéstia desta sabedoria, que tendo deixado uma marca universal nos Estudos Portugueses e nos Estudos Pessoanos, nunca desdenhou a heteredoxia nem as grandes questões do nosso tempo e da nossa identidade".
Para o júri, do qual Eduardo Lourenço foi membro até 1993, este prémio pretende prestigiar o filósofo e a sua intervenção na sociedade, "ao longo de décadas de dedicação, labor e curiosidade intelectual, que o levaram à constituição de uma obra filosófica, ensaística e literária sem paralelo".
"Não há dúvida que o nosso premiado é uma referência e o nosso país precisa de referências", disse Pinto Balsemão na entrega do prémio a Eduardo Lourenço.
Também Mário Soares destacou a importância deste prémio nos dias de hoje. "Num momento como este é particularmente importante dar o prémio a Eduardo Lourenço porque para além de tudo é um homem que acredita em Portugal e nos portugueses", disse em Sintra.
Segundo o comunicado do júri, "Eduardo Lourenço é um português de que os portugueses se podem e devem orgulhar. O espírito de Eduardo Lourenço foi sempre reforçado pela sua cidadania atenta e actuante. Portugal precisa de vozes como esta. E de obras como esta".
O prémio, de 60 mil euros, é uma iniciativa do jornal "Expresso" (do grupo Impresa de que é presidente executivo Pinto Balsemão) e tem o patrocínio da Caixa Geral dos Depósitos.
Os escritores Herberto Hélder, Vasco Graça Moura, a pianista Maria Joao Pires ou o bispo D. Manuel Clemente foram alguns dos nomes premiados com o galardão que comemora este ano o 25º aniversário. A vencedora do ano passado foi a cientista Maria do Carmo Fonseca, directora executiva do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa. O júri - que diz querer ir contra "uma velha tradição nacional" de apenas reconhecer postumamente os autores de grandes obras e promover o seu reconhecimento em vida - destacou a sua "cultura de rigor".


16.12.2011 - Ana Dias Cordeiro
http://ipsilon.publico.pt/livros/texto.aspx?id=298150

Feliz Natal 2011

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Frequência

Grandes manobras
Vasco Pulido Valente in Público, 4/12/11)
Sarkozy e Merkel, ou melhor, Merkel e Sarkozy declararam a sua vontade de “repensar” e “refundar” a “Europa”. Por cá pouco se disse sobre o assunto: na televisão, as comemorações do fado e um naufrágio de pescadores passaram à frente, até no suposto serviço público da RTP. Ninguém se perguntou ou discutiu o que as reformas da Alemanha e da França queriam dizer para nós. Vamos ficar melhor, pior, na mesma? Uma coisa é certa: os dois poderes dominantes da “Europa” finalmente perceberam o que toda a gente já lhes tinha explicado ou, por outras palavras, que o euro não podia sobreviver sem um governo económico, a que se chama agora “governança” ou “governação” para não assustar, mas que no fundo implica uma política fiscal comum, um tesouro comum e um banco emissor comum. E é aqui que as dificuldades começam. Sendo, em princípio, a UE uma associação de Estados democráticos, em cada um deles o Orçamento é da exclusiva competência do parlamento nacional: um ponto que a própria sra. Merkel insistiu em lembrar. Nada garante, por isso, que os 17 países da “zona euro” cumpram sempre e rigorosamente o que em Bruxelas lhes mandam fazer.
Quanto ao tesouro comum e ao banco emissor, a Alemanha não os tenciona aceitar, sabendo perfeitamente que os pagaria, em prejuízo doméstico e em prejuízo de uma eventual expansão a leste. Só há assim uma solução à vista. Fingir, como de resto sempre se fingiu, que a UE respeita a democracia, mas de caminho arranjar um directório que determine e vigie os membros do “clube” que por qualquer motivo se tornem “suspeitos” e, coisa fácil, pôr na ordem com penas “pesadas” quem prevaricar.
A isto a sra. Merkel dá o nome simpático e tranquilizador de “união fiscal”, um arranjo em que a Alemanha mandará sem risco e a França de quando em quando meterá a colher, para puros propósitos de camuflagem. Claro que este processo tarde ou cedo criará uma “Europa” de três patamares: dois dentro na “zona euro” (o primeiro para os pobres e o segundo para os ricos) e um fora, que receberá, ou não receberá, as benesses que Bruxelas lhe entender esmolar. Quanto a Portugal, se por acaso se portar bem, continuará na sua habitual miséria (pelo menos, 20 anos calculam os peritos), se
entretanto não pisar o risco e for expulso (do euro) por indecente e má figura.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Distopias

Aprendi que gosto de distopias. A primeira que li foi o Farenheit 451 e admito que foi um bom começo. A partir dessa obra, o género fascinou-me e incentivei-me a procurar outras.

As distopias, umas melhores outras piores – como todos os géneros –, têm uma particularidade estupenda: o inconformismo. Esta particularidade faz transparecer um pensamento crítico, o pensamento como conceito; um pensar numa sociedade acomodada no não pensar. É completamente intrigante o simples facto de valorizar o pensamento. Passa-nos, muitas vezes, despercebido. É de um imenso valor podermos aprender a pensar e sabermos pensar. Já pensaram nisso?

Para mim, esta é uma qualidade da literatura e a razão principal pela qual eu a aprecio: dá-nos comichões de pensar. Pensamos no teor das frases, no conhecimento injectado em palavras estéticas – em jogos de palavras – , no que a partir disso pensamos: primeiro para compreender na sua totalidade, depois para concordarmos ou contestarmos. E porquê – o tão importante porquê. Se não questionarmos, não aprendemos; repetimos informação. E normalmente mal.

Só para deixar o gostinho, caso a curiosidade de alguém tenha trazido também alguma comichão, além da primeira distopia que mencionei, deixo aqui mais duas (todas elas bem pequenas, para termos tempo para tudo, incluindo pensar sobre o que lemos): The ones who walked away from Omelas, da Ursula K. Le Guin, não encontrei nenhuma tradução em português, mas há em brasileiro com o título Aqueles que se afastaram de Omelas; e The Machine Stops, de E. M. Forster, mais uma vez traduzida para brasileiro com o título A Máquina Pára, de Celso R. Braida. Se conseguirem lê-las na língua original, recomendo (é sempre melhor e nada se perde ou ganha com a tradução), ou então que consigam melhores traduções que aquelas que consegui (a segunda achei uma boa tradução, já a primeira tem falhas um pouco graves). Em todo o caso, a essência está lá, leiam e que isso vos motive a procurar uma melhor tradução. O Farenheit 451 tem uma boa tradução em português na editora Europa-América, mas não vos reduzirei a uma única editora, uma vez que não li outras traduções – não se julga o que não se conhece, não é verdade?

Boas leituras!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O ESPELHO DE NARCISO

Quando Narciso morreu, as flores do campo curvaram-se de dor, e imploraram ao rio que lhes desse umas gotas de água, para poderem chorar.


- Ainda que metade de todas as minhas gotas de água fossem lágrimas - respondeu o rio - não seriam suficientes para chorar Narciso. Eu amava-o.


- E como podia alguém não amar Narciso? - perguntaram as flores. - Ele era tão belo.


- Ele era belo? - perguntou o rio.


- Quem melhor do que tu deveria sabê-lo, -perguntaram as flores - se todos os dias, deitado na tua margem, ele via o reflexo da sua beleza espelhado nas tuas águas.


- Mas eu amava-o - murmurou o rio - porque quando ele se inclinava sobre mim, eu via o reflexo da minha beleza nos seus olhos.




WILDE, Oscar, Histórias à volta da mesa, Coisas de Ler, 2008

domingo, 27 de novembro de 2011

A aula de 22 do 11

Na quinta fizemos um exercício em aula, enfim, uns vinte exercícios. Quase Guiness. Tentar fazer a várias mãos um texto coerente. Um exercício útil de adaptação, integração e compreensão do discurso. E está documentado!

Pode ver aqui.
E também aqui.

sábado, 26 de novembro de 2011





Link


Próxima programação da gulbenkian
Domingo, 04 Dez 2011,19:00 - Grande Auditório
Max Raabe & Palast Orchester

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Sobre a aula de terça 22

Ontem, estávamos nós a ouvir Sakamoto na sala (enquanto trabalhávamos, atenção!), estava Sakamoto a trezentos metros dali a dar um magnífico concerto - de que aqui fica um resto. A crítica do Público de hoje é um exemplo positivo de como se faz uma crítica: agarrando nos factos-do-texto (o concerto real com as músicas reais) e, depois, com essas pinças chamadas palavras, delicadamente tentar "traduzir" o espírito da forma e a forma do espírito.

Eu diria que esta aula foi, à nossa maneira, um momento poético. E eu gosto disso: de quando uma aula, por mérito das partes intervenientes e de algum acaso à mistura, consegue ter qualquer coisa de musical.

Para mim valeu por duas, até porque amanhã vou ter algum trabalho (mas também prazer, espero) a ler os vossos textos.

Ryuichi Sakamoto

[Gonçalo Frota, Público, 23/11]
Os samurais também choram
Ryuichi Sakamoto
Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian. Segunda-feira, 21h00
Sala cheia

De uma maneira ligeiramente rebuscada, percebe-se na música de Ryuichi Sakamoto a sua convicção ecologista. Sobretudo em concerto, o respeito pela composição, a permanente aversão aos excessos e aos desperdícios, a utilização absolutamente justificada de cada nota parece, de facto, ecoar esse traço pessoal de Sakamoto. O concerto na Gulbenkian, esgotado há semanas, foi disso magnífica prova: cada nota, como sempre, foi colocada no sítio num lento e tocante movimento de delicadeza.

E toda esta abordagem, que era já a bússola da gravação em trio em 1996 (do mesmo ano), foi refinada com os anos que Sakamoto passou entretanto ao lado de gentes da experimentação electrónica, a rarefazer as melodias do seu piano. Daí que um concerto como este exija respirar fundo e deixar o mundo lá fora, obrigando a uma tão bela quanto violenta desaceleração do ritmo e do ruído das cidades. A música de Sakamoto vem em contraciclo – o que, em certa medida, resolve com eficácia aquele que o músico considera o grande desafio do seu trio clássico: fazê-lo soar contemporâneo, embora numa prática exemplar de depuração e obsessão melódica raras nos nossos dias.

Esta solução impôs-se de forma contundente com uma abertura soberba: improvisação nas cordas do piano, seguida do tema Fukushima #01 (homenagem às vítimas do acidente nuclear). Sozinho ao piano, Sakamoto começou por tratar o instrumento como se pudesse parar em seguida e reclamar que lhe tinham dado teclas a mais. Parecia, às tantas, estar a musicar uma chuva em câmara lenta que possivelmente caía lá fora. Esta mesma postura marcaria uma das principais diferenças de arranjos entre 1996 e o triode 2011 – Jaques Morelenbaum no violoncelo, um colosso de elegância, e Judy Kang no violino –, aplicando travões num tema maravilhosamente frágil e já de si pouco dado a pressas, Merry Christmas, Mr. Lawrence.

Perante uma sala habituada às regras da música clássica, foi curioso ver como Sakamoto se sentiu obrigado a dar dois acenos com a sua cabeleira branca sinalizando que se podia aplaudir após o primeiro tema – são canções e não andamentos. Mas a mensagem estava já presente no palco, com uma humorística subtileza de Judy Kang. Em frente ao lugar da violinista esteve sempre um violino modernaço modelo flying V – um fetiche dos guitarristas de heavy metal – em que Kang não encostou um dedo durante toda a actuação.

Pontuando o concerto com inéditos (enquanto trio) – o piano a patrocinar a procura entre violino e violoncelo em Still life in A ou o magnífico piano com rasto de
Solitude –, as grandes interpretações vieram do reportório de 1996, em temas como Bibo no Aozora, The last emperor e a excelente dupla final mais dramática de M.A.Y. in the backyard e 1919 (que soa como um bombardeiro da I Guerra Mundial). Nos três encores, houve um Chanson pour Michelle (de Tom Jobim) pedido via Twitter e a surpreendente Ichimei, escrita
para o filme homónimo do sanguinolento Takashi Miike – o que nos reconduz ao essencial: com Sakamoto, os samurais também choram, não há friezas impenetráveis.

[Exercício facultativo: sublinhar as passagens que nos parecem merecê-lo.]

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Um modelo para escrita de artigos

FOLHA DE ESTILO

IDENTIFICAÇÃO DO ARTIGO E DO AUTOR
1. Título: Times New Roman; corpo 12; 1,5 espaços; centrado; negrito.
2. Autor: 3 espaços (2x 1,5) abaixo do título; centrado.
3. Filijavascript:void(0)ação: imediatamente a seguir ao nome do autor.

TEXTO E CITAÇÕES
1. Texto: Times New Roman, corpo 12; 1,5 espaços; justificado
1.1. Alíneas: Evitar usar numeração automática
1.2. Subtítulos: evitar usar maiúsculas em toda a frase
1.3. Notas: não separar o número da nota com um espaço. Escrevê-lo junto ao texto corrido
2. Tabulações: Não fazer tabulações para parágrafos, usar o alinhamento de parágrafo na primeira linha.
3. Citações com 4 ou mais linhas: sem aspas; indentadas à esquerda, 1,75 cm; separadas do corpo de texto; corpo 12; 1 espaço.
4. Citações no corpo do texto: usar aspas curvas e, se for utilizada pontuação imediatamente a seguir, colocá-la depois de fechar aspas.
5. Referências parentéticas no corpo do texto: entre parênteses curvos, apelido do autor(es) seguido de espaço seguido de página(s): ex.: (Postman 3-4)
a. Em caso de várias obras do(s) mesmo(s) autor(es): colocar apelido do autor, seguido de vírgula, seguido da abreviatura do nome da obra, seguido de espaço, seguido de página(s): ex.: (Toffler, Future 211)
b. Quando se colocar o nome do autor na frase: colocar apenas página(s) na referência parentética: ex.: (25)
6. Notas de rodapé: reservar para breves comentários ou digressões. Utilizar o modelo de referências 5 e 6.

LISTA DE OBRAS CITADAS
1. Obras citadas: no final do documento; início de uma nova página numerada na sequência do artigo; título centrado; Times New Roman; corpo 12; bold (negrito). No caso do texto ser em inglês, usar Works Cited.
2. Ordenação: ordenar alfabeticamente por apelido de autor.
No caso de mais de uma obra pelo mesmo autor, ordenar alfabeticamente por título. Substituir o nome do autor por 3 travessões.

LIVROS
Modelo para citar um livro:
Apelido do autor, 1º nome. Título do livro. Outras informações. Cidade de publicação: Editora, data de publicação.

Exemplos:
a. Um livro por um autor:
Light, Richard J. Making the Most of College: Students Speak Their Minds. Cambridge: Harvard UP, 2001.

b. Uma antologia ou compilação:
Valdez, Luis, and Stan Steiner, ed(s). Aztlan: An Anthology of Mexican American Literature. New York: Vintage-Knopf, 1972.

c. Um trabalho numa antologia:
Silko, Leslie Marmon. “The Man to Send Rain Clouds.” Imagining America: Stories from the Promised Land. Ed.Wesley Brown and Amy Ling. New York: Persea, 1991. 191-95.

d. Uma tradução:
Giroud, Françoise. Marie Curie: A Life.Trans. Lydia Davis. New York: Holmes, 1986.

e. Um livro com um título no seu próprio título:
Habich, Robert D. Transcendentalism and the Western Messenger: A History of the Magazine and Its Contributors, 1835-1841. Rutherford: Fairleight Dickinson UP, 1985.

ARTIGOS EM PERIÓDICOS
Modelo para citar um artigo num periódico:
Apelido do autor, 1º nome. “Título do Artigo.” Título do periódico Data: páginas.

INTERNET OU FONTES DA “WEB”:
Modelo para citar informação da Internet ou fontes da “Web”:

Apelido do autor, 1º nome. “Título do artigo” ou Título do livro. Informações da publicação de qualquer versão impressa. Ou assunto do fórum ou grupo de discussão. Indicação da morada electrónica ou página inicial. Título do jornal electrónico. Data da publicação electrónica. Páginas ou número de parágrafos ou secções. Nome da instituição ou organização patrocinadora do site. Data do acesso à fonte .

N.B. Para os casos não previstos na presente folha, os autores devem consultar:

Trimmer, Joseph F. A Guide to MLA Documentation. Boston & New York: Houghton Mifflin Company, 2004.

Do pleonasmo

Bem engraçado e observado, este número.

domingo, 20 de novembro de 2011

Mas está tudo parvo ou quê?!

Ferreira Fernandes, DN, 20/11/11

Claro que volto ao assunto. Conheço causas bem mais pequenas que mobilizam prós e contras. E esta causa - falo de Bosingwa e Ricardo Carvalho - podemos nós resolvê-la sem troikas. Ponto de partida: precisamos de fazer um grande Europeu. Nesse campeonato, se houver Europa com duas velocidades nós temos a obrigação de ir na carruagem da frente. Ora, para garantir esse ponto de partida a selecção tem de ser muito boa, tem de ter Bosingwa e Ricardo Carvalho. Impedimentos, tirando a boa vontade: não há. O que fez sair Bosingwa e Ricardo Carvalho da selecção não foi morte de homem, nem mesmo murro no treinador. Um país que recebe ordens de um estrangeiro sobre como deve cortar subsídios bem pode engolir em seco e esquecer pequenos deslizes cometidos pelos seus futebolistas, que até são dois tipos gentis. Então, mãos à obra. A primeira coisa a fazer é que os jornalistas burros deixem de acirrar, estendendo o microfone a Paulo Bento e aos dois jogadores. Faça-se uma comissão de sábios, se for preciso com o cardeal-patriarca e o chefe do protocolo do Ministério dos Negócios Estrangeiros, gente que saiba limar arestas. Ponham a Carminho a dedicar fados a Paulo Bento, e Marcelo a fazer apelos à reconciliação. A actual e as antigas primeiras damas convidem o treinador para um chá e falem-lhe das virtudes da generosidade. Enfim, façam pela Pátria, e resolvam a merda de um problema resolúvel. E rápido!

[Uma pergunta: por que motivo - e não porque motivo, se não a pergunta seria para mim - o cronista termina com uma asneira e uma exclamação? É que não é nada habitual nele...]

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Como citar páginas net - uma sugestão

MLA Citation:
"The Character of James Bond as a Barometer of His Time." 123HelpMe.com. 18 Nov 2011
.

Um leitor das "Estruturas narrativas de James Bond" de Umberto Eco

O bom povo português
Daniel Oliveira
8:00 Sexta feira, 18 de novembro de 2011

Tinha um amigo, comunista de todos os costados, que justificava assim os maus resultados da experiência socialista na RDA: "o sistema era bom, o povo é que não prestava". É comum os fundamentalistas, mais guiados pela fé do que pela experiência e pelos factos, encontrarem estas desculpas para os seus falhanços. Acreditam que as suas convicções ideológicas estão no território da ciência. E, se no terreno alguma coisa falha, terá de ser por qualquer outro factor não ajudou. A coisa é perfeita, o problema são as pessoas, que não merecem a coisa.

Duas vantagens deste ponto de vista: nunca podemos comprovar da justeza das suas posições e essas posições podem ignorar a existência dessa espécie maldita que são as pessoas. Na nossa cabeça, sem elas, uma teoria política ou económica é sempre perfeita. Só que política ou economia sem pessoas é um monte de coisa nenhuma.

Assim funcionam os nossos monetaristas ou neoliberais o que lhes quiserem chamar - eles não se nomeiam a si próprios porque, lá está, julgam-se apenas mensageiros de verdades científicas. São, por isso, na sua própria cabeça, tecnocratas.

Como se sabe, a receita da troika revelou-se um desastre na Grécia. Como sabemos que o mesmo não se repetirá por cá? É que, segundo a lógica, a mesma medida aplicada duas vezes terá o mesmo resultado. A não ser, claro, que a realidade a que se aplica seja diferente. E é nisso mesmo que Jürgen Kröger, representante da Comissão Europeia na troika ,acredita. É sensato. Qual é então a diferença? "Portugal não é a Grécia: há estabilidade e as pessoas são boas".

A primeira premissa seria aceitável. Tem apenas um problema: a Grécia poderá ter problemas de estabilidade política (por acaso tivemos mais eleições que eles nos últimos três anos, mas adiante) porque está em crise económica profunda. Ou seja, o factor diferenciador foi criado pela própria receita. É o mesmo que eu dizer que um remédio que não funcionou num paciente vai funcionar num outro porque, ao contrário do anterior, que está em coma, graças ao remédio que eu lhe ministrei, este está em melhor estado.

Mas o segundo argumento é que resume bem a crença desta gente. O nosso povo é bom. Donde, se se está a dizer que Portugal não é a Grécia, significará que os gregos serão maus. Ou, pelo menos, piores do que nós. Temos portanto uma nova variável a ter em conta na teoria económica: a "bondade dos povos". Aconselho mesmo que as agências de rating passem a dar, como fazem com as dívidas soberanas, notas ao carácter das Nações. Os gregos são lixo. Os portugueses são A-. E os alemães, como o senhor Kröger, serão AAA.

Diria que o senhor Kröger é racista. Mas não é preciso tanto. É apenas mais um burocrata idiota que, subitamente, decide do futuro de dez milhões de almas. O problema é que de idiotas como este que o nosso futuro depende. Assustador, não é? Pode dar-se o caso deste senhor estar a falar do mito dos nossos "brandos costumes. Se for o caso, aconselho que veja o documentario de Rui Simões, "Bom povo português", sobre o prós-25 de Abril. Temos dias, senhor Kröger, temos dias.



Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/o-bom-povo-portugues=f688493#ixzz1e5kS8WyN

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ler: Fernando Pessoa

II. Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

1. Identifique as partes do texto. 2. Quantas dores há – e de que tipo é cada uma? 3. Explique, por palavras suas, o sentido da segunda estrofe. 4. Em vez de “dor”, que outras palavras poderiam ser ali usadas? (Indique pelo menos uma; três, se possível.)

Pela boca morre o peixe

Felizmente, ainda podemos ler duas vezes um texto:

Limpesa , Fora com os parasitas. 17.11.2011 16:43
Fora com parasitas
o Fico contente que se junte a macada da justica e o leve para casa, ou melhor va com ele para o estado onde ele matou um inocente ate ir para camera gaz legalizada repito e de lei nos Estados Unidos, da mesma forma que as leis em portugal sao uma atentica macacada pois nao protegem os direitos humanos mas sim os da maioria criminosa, leis quase indenticas pelo nos estados tem uma lei de um olho por um olho.E outro assunto esse animal nao e portugues pois consegui legalizar-se com decumentos falsos. Como podera ser que as gentes de um pais em 30 anos se tornaram sem escrupolos nenhuns.

[Da caixa de comentários online a um artigo do jornal Público, 17/11/11)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Metade do exercício: Camões, voz e forma

Transforma-se o amador na cousa amada

Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;
não tenho logo mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.

Se nela está minha alma transformada,
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
pois consigo tal alma está liada.

Mas esta linda e pura semidéia,
que, como o acidente em seu sujeito,
assim co’a alma minha se conforma,

está no pensamento como idéia;
[e] o vivo e puro amor de que sou feito,
como matéria simples busca a forma.

1. Identifique as partes do poema. 2. Que ideias estão no texto? Qual (ou quais) o eu lírico defende?

O Shylock do Tiago Varanda

Nunca teve dúvidas? Nunca olhou de frente a ignorância? Nunca teve curiosidade, nunca quis aprender mais, saber mais, entender melhor? Nunca seguiu como guia aqueles que mais saber partilham, mais distribuem, sem pretensiosismos, sem penas? Nunca caiu em si depois de superar uma barreira à partida intransponível? O professor não erra? O aluno não tem direito a errar? Só erra quem faz. Quando propõe trabalhos, eu não entrego a horas o que pede, da forma que pede, cumprindo o que pede? Se me exige prazos para entrega de trabalhos e horas para entrar nas aulas, eu também lhe exijo que a sua avaliação seja isenta, que seja justa e que atenda ao trabalho que lhe entrego, no prazo por si escolhido. Não procuro eu responder aos seus desafios? Pois o desafio que lhe lanço é que avalie o conteúdo do que faço, da forma como o faço, sem pré-juízos como aqueles que acaba de demonstrar, sem considerações pessoais mal educadas sem respeito algum pelo papel que cada um de nós tem nesta sala de aula: eu aluno, você professor, numa equação onde não cabe a humilhação ou a ofensa. Não somos próximos para lhe permitir o trato pessoal que pretendeu utilizar. Não há outra relação senão a que lhe falei. E essa tem por base o profissionalismo com que desempenha as suas funções e eu as minhas. Se quer seriedade que tal começar por fazer uso dela? Não venho aqui para ser espectador, vim aqui para passar, para saber, para fazer as minhas conquistas. E é assim que vai ser.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Aviso - 5ª 10 Novembro não há aula

Por impossibilidade do docente, esta aula não poderá ser dada neste dia. Em Janeiro será feita a compensação.

Errata: por lapso escrevi 12 onde devia estar 10. Nunca erraram? Não serei eu também humano? Quando me cortam na casaca não sangro eu também da alma? Hum?

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A petição perde a força

Petição contra a redução/extinção dos horários nocturnos da rede METRO e CARRIS!
Uma Capital de um país, não morre nem de dia nem de noite.
Existem passes que os nossos cidadãos pagam com sacrifício, a mobilidade é uma necessidade básica a preservar!

Vimos por este meio demonstrar a necessidade de manter estas redes nocturnas, que satisfazem as necessidades de trabalhadores nocturnos, estudantes pós-laborais, turistas, evitando o uso de carros e poluição, e consequente viação alcoolizada devido à falta de outros meios de transporte, é também uma sensação de maior segurança o facto de continuarem a existir transportes públicos nocturnos, ou a cidade fica desabitada entre tantos outros motivos.

A Rede METRO e CARRIS mantêm Lisboa viva, mantenham-nas como estão! Agradecemos o bom serviço que tem prestado a Portugal! Não matem a liberdade dos Portugueses na nossa Capital, mas principalmente, não aniquilem o transporte único de muitos que pagam o seu passe, por ser uma necessidade básica, às vezes mais ainda que a própria alimentação!


Obrigada, em nome dos portugueses e de Lisboa

Comentário:
mas por que #$%& há-de uma petição estar tão mal escrita e cheia de exclamações?! A indignação - sobretudo numa petição?! - não pode ser serena?! É que assim ganhava razão! Desta maneira faz mais estragos, mais estragos?!, sim!, mais estragos!, do que a sua boa intenção deixa entender!
"A rede METRO E CARRIS mantêm Lisboa viva"?!?

Com quatro acordes só

Esta banda é muito engraçada. E a crítica é certeira - além de ser um bom trabalho de recolha e análise.

A vírgula não interessa nada

Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa)

Vírgula pode ser uma pausa... ou não:
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro:
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária:
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis:

Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões:
Esse, senhor juiz, é corrupto.
Esse senhor juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução:
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião:
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Um leitor do Expresso

arlos-carlos (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), ontem às 23:11
Às vezes a Lei é pouco 'legal'!

Quando as provas são claras, porque carga de água os colegas encobrem um assassino?

Os próprio colegas alemães, também deveriam ser julgados por conivência com um criminoso.

Não entendo que o próprio Ministério Público da Alemanha, não seja acusador desse violador e assassino, e até dos colegas que o encobriram.


Ler mais: aqui.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ridículo

A propósito da aula de hoje, lembrei-me deste pequeno vídeo da campanha eleitoral de um partido da extrema-direita holandesa (que, pelo que sei, está a ganhar cada vez mais adeptos). O vídeo não é uma paródia. Mas parece.


domingo, 16 de outubro de 2011

COMENTÁRIO

Na minha opinião, existe uma falha rítmica no post "Perdão?".
A primeira utilização da 3ª pessoa do Presente do Indicativo, do verbo ser (" 'é' a que nos obriga... ") é desnecessária.
Peço desculpa pela atenção, mas penso que é uma rectificação que vai ao encontro daquilo que aprendemos nas aulas de Expressão e Argumentação.

Perdão?

"A verdadeira caverna, aquela que nos proíbe a ligação com a realidade, é a que nos obriga a viver no meio das sombras, é, para mim, a linguagem."

Oswald Ducrot: argumentação retórica e argumentação linguística

Leitura obrigatória. Podem ler o texto integral aqui.

Citação e abuso

Carla Quevedo
Dor de Cabeça: Arrogância pimba
A coreógrafa belga Anne Teresa de Keersmaeker acusou Beyoncé de plagiar duas coreografias suas, Rosas Danst Rosas, de 1983, e Achterland, de 1990, no mais recente vídeo do tema Countdown. A cantora admitiu o uso das ideias alheias, explicando que se tinha baseado em várias referências dos anos 60, como Andy Warhol, Twiggy ou Audrey Hepburn, em Funny Face, para compor o vídeo. Ficou por explicar a utilização de coreografias, cenários e figurinos da década de 80. À acusação de «roubo» de Anne Teresa de Keersmaeker, Beyoncé respondeu que o vídeo atingiu cerca de dois milhões de visualizações no YouTube, o que também representa uma boa publicidade para o trabalho da coreógrafa belga. Não é a primeira vez que Beyoncé «celebra» o trabalho de outras pessoas de uma forma que classificaria de pura pilhagem. Aconteceu primeiro com a coreografia do vídeo Single Ladies, do coreógrafo Bob Fosse, para Sweet Charity. Depois Beyoncé viu Betty Page no YouTube e fez o vídeo do tema Why Don’t You Love Me?. À excepção de Single Ladies, que é um pouco mais respeitoso na cópia, em nenhum dos restantes casos houve ambientes recriados nem tributos prestados. Os passos de dança eram iguais e as cenas foram repetidas sem haver o mínimo pudor na citação sem aspas. Há uma diferença clara entre um gesto de Britney Spears no vídeo de Toxic a homenagear Madonna numa apresentação histórica de Like a Virgin, na Blond Ambition Tour, e a apropriação de Beyoncé de uma cena de Rosas danst Rosas encaixada à força numa salada de referências coloridas, cujo propósito é apenas, como referiu Anne Teresa de Keersmaeker, entreter e seduzir as massas. Mas ainda pior é a resposta de Beyoncé. Apesar de juridicamente cautelosa, a insistência de o tributo beneficiar o desgraçado do tributado é de uma arrogância detestável. Como se a criatividade dos que não criam para as massas e têm necessariamente menos projecção estivesse à mercê das boleias chantagistas das Beyoncés da vida. O descaramento pimba não tem limites.

(Do blogue Bomba Inteligente)

sábado, 15 de outubro de 2011

Exercício de fim de semana (15/10)

Economia para colorir
2011-10-10
MANUEL ANTÓNIO PINA
ninguém parece gostar do ministro álvaro e já se popularizou à esquerda e à direita o radical desporto do tiro ao álvaro
eu gosto do ministro álvaro não por ter anunciado numa das suas raras aparições um misterioso também gosto de mistérios "programa de empreendedorismo e inovação" o que quer que isso seja e há-de ser coisa em grande a crer no seu "romance inovador" com grafismo explicativo e letra em corpos variados e a cores gosto do ministro álvaro porque é uma personagem de um livro de lewis carroll que lewis carroll nunca escreveu e que com os mesmos argumentos com que antes de ser ministro criticava coisas como o tgv defende no governo coisas como o tgv usando apenas o truque gráfico "inovador" de substituir as maiúsculas por minúsculas para transformar o diabólico tgv num amigável comboio de "alta prestação"
os contribuintes não irão assim pagar um elefante branco mas um elefante cor-de-rosa o que se pouca diferença faz em termos de custos sempre colorirá não só a paisagem entre caia e poceirão mas também as contas da brisa e da soares da costa
aguarda-se agora que o ministro revele as cores eu aposto malevolamente no azul a mais imaterial das cores símbolo de irrealidade e de "rêverie" com que pintará o aeroporto de beja que iria ter segundo "estudos" 178 mil passageiros em 2009 e 18 milhões em 2020 e teve este ano entre maio e julho exactamente 164

Sugiro ao aluno que faça o exercício. Depois pode cotejar com o texto original aqui.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sobre a expressão

"Cabe-nos a tarefa irrecusável, seriíssima, dia a dia renovada, de - com a máxima imediaticidade e adequação possíveis - fazer coincidir a palavra com a coisa sentida, contemplada, pensada, experimentada, imaginada ou produzida pela razão.
Que cada um tente fazê-lo. Verificará que é muito mais difícil do que se costuma pensar. Porque para os homens, infelizmente, as palavras são de um modo geral toscos substitutos. Na maior parte das vezes o homem pensa ou sabe melhor do que aquilo que exprime."

Johann Wolfgang von Goethe, in 'Máximas e Reflexões'

domingo, 9 de outubro de 2011

Daniel Sampaio sobre os Prémios a Alunos

"As minhas reservas ao tipo de prémio não põem em causa, todavia, a justiça de premiar os melhores. Tenho criticado a educação indulgente e permissiva, que admite a escrita com erros ortográficos, ou aceita que se erre nas contas. (...) "E, de repente, o Ministério da Educação acabou com os prémios, sem justificação plausível. Foi um erro: em nenhuma situação se devem criar expectativas e depois esquecê-las, mas fazer isso aos jovens é particularmente grave. Com os premiados definidos e as sessões marcadas, veio a resposta oficial: não há prémios! Fui testemunha da desilusão de muitos estudantes e das suas famílias, bem como da zanga de alguns professores. Prometer dar e tirar depois não pode estar certo." (in Pública 9/10/11)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

"Ser feminista é querer ser pessoa"? Importa-se de explicar?

É o tema do próximo programa Câmara Clara, de 9 de Outubro, com a poetisa (e professora) Ana Luísa Amaral.

Aula 6: TPC pontuação (para além de ser um texto lindo)

Eu ia dizer uma tolice que era se eu mandasse as escolas abriam hoje a ouvir o discurso de Steve Jobs em 2005 na Universidade de Stanford é para ver como sou velhadas e tenho de pensar duas vezes para me dar conta que ontem os jovens foram ao YouTube ouvir esse discurso inspirador sendo que é melhor ter Jobs em pessoa no meu ecrã em vez de aula obrigatória eu infoexcluído militante desligar e voltar a ligar é o mais longe que vou na resolução dos problemas de computador descubro na vida e obra de Steve Jobs o sentimento raro que já encontrei ouvindo - eu ateu - uma missa de rito caldeu na Basílica de São Pedro fico derreado pela grandeza deste homem embora não lhe entenda os mistérios excepto quando ele me faz o favor de os descobrir aos brilhantes alunos de Stanford ele lembrou que quando andou numa universidade só aproveitou as aulas de caligrafia entendi a importância que ele deu ao infinitamente pequeno disse aos jovens que julgavam ter tempo para desperdiçar vive cada dia como se fosse o último algum dia hás-de acertar como ele acertou em pôr o rato num Macintosh em 1984 e largando o bege de sempre adoptando as cores translúcido nos iMac os nossos computadores atrás são mais bonitos que a frente dos vossos até esse culminar em 2010 ao apresentar uma folha de papel que não era folha de papel mas o iPad Jobs propunha-se mudar o mundo e conseguiu cuidando do pormenor

Depois de fazerem o exercício, podem cotejar o original aqui.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Análise do TPC César das Neves

1. Introdução
Um dos fenómenos culturais mais interessantes da actualidade é a atitude de muitos católicos perante a história da sua Igreja. Numerosos fiéis, sem deixarem de ser devotos e dedicados, costumam alinhar com a sociedade num coro de censuras à própria instituição a que pertencem, o que constitui sem dúvida um facto insólito. [A SÉRIO?] Nenhuma comunidade é tão autocriticada quanto a eclesial. [IDEM]

Basta alguém referir as realizações cristãs no mundo para isso suscitar irritação da parte dos adversários da Igreja, o que é normal, mas também de muitas pessoas que fazem questão de se afirmar católicos praticantes, mas incapazes de ouvir esses elogios sem alegar críticas. O cânone da irritação é bem conhecido: Inquisição, Cruzadas, poder temporal do Papado, agora pedofilia, etc. O problema desta atitude não está na verdade do que afirma, que é indiscutível, mas que não se dê conta de como é descabida e injusta.
2. Desenvolvimento
2.1. Comparação
Imagine [NTERPELA O LEITOR]alguém que, ouvindo outrem admirar-se dos extraordinários avanços da Medicina em curas espantosas, discordasse referindo as atrocidades dos antigos cirurgiões-barbeiros e tropelias de curandeiros e charlatães. Ninguém disputa a veracidade desses casos, mas eles são totalmente irrelevantes para a discussão. O facto de se terem cometido múltiplos erros médicos ao longo dos séculos [É O MESMO?], aliás inevitáveis, e ainda hoje muitos abusarem da condição terapêutica, nada tem a ver com a justa admiração pelas ciências da saúde. Suponha que, falando-se do papel decisivo da Alemanha no combate à actual crise europeia, alguém se indignasse pelos horrores cometidos pelos nazis ou cavaleiros teutónicos. Essas barbaridades são indubitáveis, mas invocá-las a este propósito seria justamente considerado preconceito e xenofobia.
Ora essas atitudes, inadmissíveis [PORQUÊ?]na consideração da história de qualquer profissão, ciência, comunidade ou povo, acontecem a cada passo quando se fala da Igreja, sem que ninguém note o evidente despropósito. [EVIDENTE?] Pior que isso, uma avaliação justa e serena de tais críticas mostra-as também sumamente injustas.
2.2. Relativização
A Igreja acumulou ao longo dos séculos inúmeros erros, abusos, conflitos, violências e injustiças. Isso é inaceitável, mas infelizmente comum a todas as instituições humanas. Só que, além disso, ela tem algo que é muito difícil de encontrar nos outros: uma incomparável história de santidade, caridade, fraternidade e heroicidade, [ASSOU DO "MUITO DIFÍCIL" PARA O INCOMPARÁVEL NUM ÁPICE]junto com inúmeras realizações sociais, intelectuais e artísticas, sem par em instituições comparáveis. É impossível enumerar os contributos que a Igreja deu à civilização, educação, saúde, assistência e equilíbrio social, um pouco por todo o lado e em todos os séculos. Além disso gerou efeitos únicos, como a conservação da cultura clássica nos mosteiros, a criação das universidades e de múltiplas formas de arte sacra e profana, inúmeros campos da filosofia, ciência, junto com contributos na economia, diplomacia, progresso social e muito mais. A Igreja é realmente única em termos históricos. [OU SEJA, MELHOR QUE TODOS]
2.3. Contestação
Finalmente, mesmo considerando o cânone da injúria, a realidade mostra-se muito diferente da imagem. A grande maioria das pessoas que enche a boca com a Inquisição, Cruzadas e afins, pouco sabe sobre elas, para lá de vulgarizações distorcidas de autores anticatólicos. A historiografia séria, sem negar as terríveis atrocidades, aliás comuns na época, mostra por exemplo que os tribunais da Inquisição se distinguiam, face aos juízes de então, pela benevolência e absolvição e que o Papado e hierarquia frequentemente procuraram controlar os seus abusos, motivados por interesse de reis. [AH, ENFIM OS VERDADEIROS CULPADOS]As Cruzadas foram, não uma agressão, mas reacção ao expansionismo turco, aplaudida pelos árabes do tempo, oprimidos pelos invasores orientais.
3. Conclusão
O magno ataque dos últimos séculos contra o Cristianismo mudou a face cultural do Ocidente, mas a Igreja sobreviveu e encontrou novas formas de existir e se exprimir. Numa dimensão, no entanto, o ataque foi largamente vitorioso: conseguiu que muitos católicos se envergonhem hoje da gloriosa história da sua fé.

A propósito da aula anterior (3ª 4/11) - persuasão e argumentação fundamentada

Though controversy over the HPV vaccine has been called into question, public health officials like Ebell and Lee are standing by factual scientific evidence to refute the questionable accusations.
“As an advocate for public health, the evidence tells me that the benefits are far greater than the costs,” Lee said. “If there’s evidence that there are benefits to the population, I’m not sure I could find a reason not to be an advocate.”
When it comes to political candidates shaping their platforms around public health, Ebell said the American public suffers the consequences of deciphering opinion versus factual evidence.
“I think we need to make decisions about public health based on the best available evidence and not so much on opinion or belief,” Ebell said. “Whenever someone says, ‘Well I believe this,’ or, ‘I believe that,’ you really need to ask, ‘Well, what’s the evidence?’ Hopefully we can let evidence inform those opinions.”
Ler aqui o artigo todo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

"VAIS FAZÊ-LA"

" (...)


- Vais fazê-la à minha frente - repetia.
Estas palavras do pai marcaram Lenz durante anos. Vais fazê-la.

O acto de fornicar a criadita era reduzido ao mais simples: a um fazer. Vais fazê-la, era a expressão, como se a criadita ainda não estivesse feita, como se fosse ainda uma matéria informe, que esperasse o acto dele, Lenz, para ser acabada. Esta mulher ainda não está feita antes de tu a fazeres, pensou o adolescente Lenz, (...)."



TAVARES, Gonçalo M., Aprender a rezar na Era da Técnica, Lisboa, Caminho, 2007


(pp. 12-13)



Quero, muito brevemente, explicar porque publico este excerto. Acho fantástico que uma expressão que passa sempre ao lado ("Vais fazê-la"), de tão comum e simples que é, seja aqui tão atenciosamente criticada, pensada e ponderada. Para mais, isto pronuncia-se na cabeça de um adolescente, o que introduz à personagem uma ingenuidade que precisa de ser preenchida pela razão, uma busca de lógica.











quarta-feira, 28 de setembro de 2011

PEQUENO (grande) LAPSO

Tendo em conta a advertência do professor em aula, quero rectificar um lapso cometido no texto "MODAS".
A frase transcrita ("The intellect is not a seriou thing, and it never has been. It is an instrument on which one plays, that is all.") não foi dita por Oscar Wilde (o próprio), mas sim por uma personagem por si criada, de uma peça de teatro intitulada A Woman Of No Importance.
Portanto: erro corrigido. E já agora, recomendo vivamente Oscar Wilde! Autor que vale muito a pena!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Para ler: "Uma Modesta Proposta"

Leia com atenção (e, espero, deleite) este curto texto de Jonathan Swift (1729) na tradução da Prof. Helena Barbas.
1. O que pretende o autor?
2. Concorda com o que ele diz?
3. Por que motivo diz ele estas coisas?
4. Conhece outros textos do mesmo género?
5. Como caracterizaria este texto?

Exercício corrigido em aula - aula 3 (27/9)

Uma história portuguesa
14.06.2009, Vasco Pulido Valente

Em 5 de Junho de 2009 recebi uma carta de uma empresa chamada Medialivros, S.A., que desconhecia e que, na aparência, também junta a Inapa, a Difel e a Gótica. Numa prosa satisfeita e analfabeta, a carta dizia o seguinte: "Exmo. Sr., Temos o prazer de informar que segundo a cláusula quarta do Contrato de Edição do seu livro "Glória", vamos nesta data enviar-lhe pelo correio, em separado, 10 exemplares da 5ª edição, publicada no passado mês de Outubro. Com os nossos melhores cumprimentos, Maria Alzira Vasconcelos (Secrt. Administração)." Fiquei estupefacto. Por várias razões. Para começar porque, apesar de alguns boatos, não sabia que se fizera (não imaginava quem) uma nova edição de Glória. E, depois, porque de Outubro até Junho ninguém me informou de que isso tinha de facto sucedido. Nem a Medialivros, S.A.
Assinei o contrato de publicação de Glória com a Gótica em 2001. Dessa altura para cá não me prestaram contas de direitos de autor. Ou, evidentemente, me comunicaram que o livro estava esgotado ou quase esgotado. Não me manifestaram também qualquer interesse em o reeditar. A venda da Gótica à Medialivros, S.A. não me foi participada e não me perguntaram, como seria de esperar, se queria manter o contrato com a Gótica numa situação diferente e, para mim, indesejável. Em Outubro, a Medialivros, S.A. não me telefonou ou mandou um mail. Nada. Para a Medialivros, S. A. nunca passei de uma oportunidade de negócio - de uma maneira de aproveitar o fundo da gaveta da Gótica. À minha revelia.

Devo, assim, declarar que não autorizei a reedição de Glória, que nunca reeditaria o livro na sua forma actual e que desaconselho a toda a gente a sua compra. Tanto mais quanto a Medialivros, S.A., sob o seu nome de Gótica, resolveu acrescentar ao título - Glória - um subtítulo grotesco, digno de tablóide, que desvirtua inteiramente a natureza do estudo de história cultural, que na realidade escrevi: "A vida do político, jornalista e criminoso José Cardoso Vieira de Castro." Tencionava rever e corrigir o livro (um dos que, aliás, prefiro). O comportamento da Medialivros, S.A. torna por um longo tempo esse projecto impossível. Não consigo conceber como uma editora trata um autor e uma obra (boa, má ou medíocre) com o desprezo com que a Medialivros, S. A. tratou este caso. Há coisas que não se explicam.

sábado, 24 de setembro de 2011

MODAS

Era crença dos Humanistas que até o divertimento tinha de ter como propósito a instrução. Diversão sem aprendizagem era-lhes inconcebível, um desperdício de intelecto, quase um exercício de preguiça.
Hoje em dia, temos o sudoku! Fora disso e em geral, esta filosofia Humanista caiu em desuso... Bem, teremos de esperar que seja importado outro passatempo tão estimulante quanto o sudoku, com um nome igualmente exótico...
Para concluir, quero sublinhar algo que Oscar Wilde uma vez disse: "The intellect is not a serious thing, and never has been. It is an instrument on which one plays, that is all." Esta citação quase que podia ser o lema do estudante universitário, não?

Exercícios

1. O essencial e o acessório.
2. "Eu venço qualquer um em duelo." Concorda? Justifique.
Solução: 'Eu' ganha sempre desde que seja quem escolhe os termos do duelo.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A santa vergonha - Opinião - DN

A santa vergonha - Opinião - DN

TPC1: Leia e comente este artigo de opinião. Tente identificar, parágrafo por parágrafo, o objectivo do autor e a argumentação. Aponte no texto dois ou três argumentos com que concorda/discorde e diga porquê.

Transcrição de uma conversa privada no FB

Alves
Today

6:19pm
http://ww1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=23283&c_id=1&dif=tv&idpod=62698
o q acha disto?
é dos escritores q mais aprecio q ainda n conheço a opinião (falha minha)..

Obrigado.
Acho engraçado.

engraçado com piada?
ou engraçado com ironia?

Engraçado literal.
Desempenado, descontraído, conversativo.

portanto, vai passar a escrever espetador, metafora, cor de rosa...
https://sites.google.com/site/teresaleandro/oacordotortogr%C3%A1fico

Ah, mas o que me enviou não tem nada a ver com o AO.

conhece este texto, imagino

É a Flor Pedroso.

sim

Já não me lembrava desse texto do Miguel!

mas o resto é sobre o (des)acordo

genial
como sempre

Mas eu de facto (de fato) sou o Portuguez que não está contra o acordo...
Somos poucos mas bons - e amados no Brasil...

é um tema deveras complexo para se discutir aqui..

Yes it is.
Eu não estou nem contra nem a favor.

mas quanto a mim só o facto de haver tantas incongruências e justificações "porque sim" são o suficiente para continuar a escrever cor-de-laranja, recepção, etc

Mas não sabia que em Portugal se escrevia assim tão bem.

para além de ser a vertente político-económica que esteve na base disto tudo
isso é verdade

Estou contra quem não compreende que o Brasil é hoje o grande embaixador da nossa língua.

lido com isso nos textos que os alunos escrevem..

E que nós somos temos que ajoelhar e rezar (e agradecer).

uma bela imagem de subserviência pos-colonial..

Não. Eu sei fazer contas.
Saber fazer contas é sensato.
mas podemos ser como os finlandeses e felizes.
Eles estão-se nas tintas para que mais ninguém no mundo fale aquela língua de um punhado de milhões.

essa não é uma visão de resignação ievitável e de assobiar um pouco para o lado?
é tudo uma questão de numeros linguisticos?

Sim. A internacionalização de uma língua - e o seu valor económico, cultural, político - tem em grande parte a ver com números.
Mas, claro, continuamos a ser maus em Matemática e a confundir ignorância com patriotismo.

mas vamos continuar a ser maus a portugues na mesma
senao piores..

A excepção é a França, que durante muito tempo - mesmo sem números - foi língua de cultura, falada pelos poderosos do mundo.

os livros do rui são distribuidos no brasil?

Sim.
Se "português" e "brasileiro" (como vejo tantos patriotas a dizer) se divorciam mesmo, mais vale fecharmos os leitorados no mundo.
O mundo vai querer aprender - e falar - "brasileiro".
Eu não quero isso para os meus filhos.
Portugal tem o fado, que talvez venha a ser património mundial. O Brasil produziu música universal. Escalas distintas...
Parece-me sensato - e, já agora, corajoso - ler a realidade com os instrumentos que a gaja pede.
Bom, vou trabalhar. Um abraço e obrigado pelos dois dedos de conversa, Fernando.

Do Acordo

Sociedade Civil sobre o Acordo Ortográphyco.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sumários reais - o que fizemos

1 20 Set.(3ª feira) - 1. Apresentação da cadeira e objectivos.
2. Avaliação. 2.1. Termos de avaliação. 2.2.Marcação das provas.
3. Teste-diagnóstico: "Quando alguém aponta para a lua o tonto olha para o dedo"; os meus 10 livros favoritos.

2 22 Set.
(5ª feira) Versão Andreia:
1. Introdução e discussão sobre a duração das aulas, avisos de ausências, horários de autocarros.
2. A importância da gestão de tempo e das capacidades de síntese e análise; diferentes modelos de organização de congressos em Portugal e no estrangeiro; o gosto (ou falta dele) de diferentes povos pelo trabalho e como isso afecta a sua gestão do tempo; a importância de ser sintéctico em apresentações;
3. Breve recapitulação dos objectivos da cadeira; saber escrever é meio caminho andado.
4. Apresentação do TPC.
5. A importância da organização textual; o parágrafo como separador de sentidos e ideias; como o tamanho de um parágrafo afecta o tom de um texto, tornando-o mais seco, assertivo; exemplos de alguns autores que usam parágrafos curtos.
6. As qualidades de um escritor que escreve textos pensados: a fluidez do discurso, qualidade essencial para uma expressão naturalmente lógica e coerente e para a produção de bons textos, e que se cultiva com a prática.
7. Entrega e análise dos exercícios da aula anterior. Discussão sobre interpretação e retórica; a importância da coerência em citações e do cuidado na escrita.
8. Exercício na aula.[Pergunta: qual? "Eu venço qualquer um em duelo - concorda? Justifique" - às vezes seria bom indicar. Chapéus há muitos. Exercícios também.]

3 27 Set.(3ª feira)

4 29 Set.(5ª feira) - Não há aula.
5 04 Out.
(3ª feira)
6 06 Out.
(5ª feira)
7 11 Out.
(3ª feira)
8 13 Out.
(5ª feira)
9 18 Out.
(3ª feira)
10 20 Out.
(5ª feira)
11 25 Out.
(3ª feira)
12 27 Out.
(5ª feira)
01 Nov.
(3ª feira) Feriado
13 03 Nov.
(5ª feira)
14 08 Nov.
(3ª feira)
15 10 Nov.
(5ª feira)
16 15 Nov.
(3ª feira)
17 17 Nov.
(5ª feira)- A verdade por detrás dos mitos: o Pequeno Polegar, o fio de Ariadne, o nosso primeiro dia na escola. Proposta de exercício.
18 22 Nov.
(3ª feira)
19 24 Nov. (5ª feira)
20 29 Nov.
(3ª feira)
01 Dez.
(5ª feira) Feriado
21 06 Dez.
(3ª feira)
08 Dez.
(5ª feira) Feriado
22 13 Dez.
(3ª feira)
23 15 Dez.
(5ª feira)
3 a 13 Jan. 2012 Período suplementar de avaliação de conhecimentos (marcar data / datas)
16 a 27 Jan. 2012 Período de exames de recurso e melhorias de nota (marcar data / datas)

Plano de intenções - "Sumários"

1 20 Set. - Apresentação da cadeira. Exercício-diagnóstico.
(3ª feira)
2 22 Set.(5ª feira) - 1.Comentários ao teste-diagnóstico. 2. Exercícios escritos. 3. Pensar, argumentar, agir? 4. O que é um texto?

3 27 Set. (3ª feira) - Cont. da matéria da aula anterior. Exercício: pontuação.
4 29 Set.(5ª feira) - Não há aula.
5 04 Out.(3ª feira) - Discussão artigo César das Neves. Recepção trabalhos leitura Swift.
6 06 Out.(5ª feira)- Cont. aula anterior. Traços da argumentação científica: "fornecer a lenha com que te hás-de queimar." Exercício e recepção de exercícios.
7 11 Out.(3ª feira) - Projecção do filme "Pai e Filha", seguido de exercício. Cont. da apresentação das regras do trabalho científico.
8 13 Out.
(5ª feira)
9 18 Out.
(3ª feira)
10 20 Out.
(5ª feira)
11 25 Out.
(3ª feira)
12 27 Out.
(5ª feira)
01 Nov.
(3ª feira) Feriado
13 03 Nov.
(5ª feira)
14 08 Nov.
(3ª feira)
15 10 Nov.
(5ª feira)
16 15 Nov.
(3ª feira)
17 17 Nov.
(5ª feira)
18 22 Nov.
(3ª feira)
19 24 Nov. (5ª feira)
20 29 Nov.
(3ª feira)
01 Dez.
(5ª feira) Feriado
21 06 Dez.- Teste escrito
(3ª feira)
08 Dez.
(5ª feira) Feriado
22 13 Dez.
(3ª feira)
23 15 Dez. - Prazo limite para entrega de trabalhos
(5ª feira)
3 a 13 Jan. 2012 Período suplementar de avaliação de conhecimentos (marcar data / datas)
16 a 27 Jan. 2012 Período de exames de recurso e melhorias de nota (marcar data / datas)

Bem vindos ao blog da cadeira de Expressão e argumentação

Eis o plano:Observações:
Objectivos – Saber
 Ler e interpretar correctamente textos teóricos e outros
 Resumir, criticar, parafrasear as informações obtidas
 Regras de composição, citação, criação bibliográfica
Objectivos – Fazer
 Organizar por escrito as ideias de forma própria, clara e correctamente
 Escrever/editar textos de carácter técnico/científico (artigos, relatórios, ensaios, posters)
 Comunicações/apresentações orais


Em todas as aulas haverá lugar a: 1) uma exposição teórica, 2) leitura e discussão de textos exemplares, 3) exercícios práticos.

1. Pensar, argumentar, agir (sendo que “agir” é escrever/falar)
2. O que é um texto?
3. Articular, dialogar, justificar
4. Síntese, análise: identificar o problema
5. Discurso científico, ensaístico, poético
6. Argumentação ‘retórica’, argumentação ‘linguística’ (Ducrot)
7. Ler e comentar; ler e escrever
8. Método: o todo é a suma das partes
9. Estrutura de um trabalho científico
10. O artigo académico e seus locais de eleição
11. O debate: respeitar o adversário
12. Bibliografia e regras da citação (Eco)
13. O powerpoint e os auxiliares audiovisuais